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Como isso foi decidido

De onde vêm as coordenadas

Um mapa que coloca todos os locais com igual confiança está a mentir sobre pelo menos alguns deles, de modo que a precisão é registada por local, e não presumida.

Pergunta do leitor

De onde realmente vêm as coordenadas da rota de Paulo?

De dicionários geográficos publicados do mundo antigo – principalmente Plêiades, ToposText e o Atlas Digital do Império Romano – verificados com identificações modernas seguras. Cada lugar também regista o quão bem ele é conhecido: um sítio escavado, um centroide de uma cidade, uma identificação debatida ou uma região sem nenhum ponto único.

Quatro tipos de certeza, registados separadamente

Alguns locais deste percurso são sítios escavados cuja localização não é questionada. Outros são cidades antigas situadas abaixo das modernas – Damasco, Tarso, Atenas, Roma – onde a coordenada é um centroide da cidade em vez de um edifício específico, e nenhuma afirmação é feita sobre a rua em que Paulo se encontrava. Outros ainda têm identificação genuinamente debatida, como Listra e Derbe. E alguns não são pontos: quando o texto nomeia uma província ou um corredor de viagem, não há nada para fixar.

Reunir sítio, cidade, identificação debatida e região num mesmo ponto seria a coisa mais fácil de fazer e deturparia três dessas categorias. Assim, cada lugar carrega o seu próprio rótulo de precisão, e o mapa mostra a diferença em vez de nivelá-la.

O que estas coordenadas não afirmam

Nenhuma destas coordenadas identifica a casa, a cela da prisão, a sinagoga, o tribunal ou o passo exato. Fontes antigas raramente sustentam esse grau de precisão, e um mapa que o sugere inventa detalhes. A coordenada identifica o sítio, o centroide ou o ponto final de rota mais bem atestado disponível, e o guia ao redor indica qual deles é.

O naufrágio é o caso mais claro de contenção. Atos nomeia os portos e a sequência de decisões com precisão incomum, e depois diz apenas que a ilha era Malta. A baía de São Paulo é tradicional, não demonstrada pelo texto; por isso, o mapa rotula Malta com confiança e trata uma baía específica ou o percurso da tempestade como reconstrução.

Porque isso pode ser verificado

Cada coordenada é publicada, com o seu rótulo de precisão, num conjunto de dados para transferência, em vez de apenas ser exibida como uma imagem. Um leitor que pensa que Derbe está no lugar errado pode ver exatamente o que este projeto afirma e em que base, e discordar de algo específico.

Uma coordenada também pode estar correta e ainda assim ser enganosa se for muito precisa para a afirmação em torno dela. Onde uma etapa acontece no mar, ou num corredor, a âncora existe para que o percurso seja traçado e não seja apresentado como um local onde Paulo parou. As entradas regionais merecem uma palavra, porque são aquelas que um mapa mais deseja falsificar. Quando Atos diz que Paulo passou pela Síria e pela Cilícia fortalecendo as igrejas, ou foi impedido de entrar na Bitínia, ele menciona um território em vez de uma cidade. Dar a eles um ponto inventaria uma paragem que o texto não descreve, então eles são mantidos como regiões: a rota passa por eles, a cronologia regista-os e nenhum alfinete afirma um lugar onde Paulo não teria estado.

Essa é a intenção do começo ao fim. O valor do mapa não é que ele esteja certo; é que ele mostra o seu trabalho bem o suficiente para ser contestado.

Perguntas frequentes

Quão precisas são as localizações do mapa?

Tão precisas como as identificações por trás de cada local, por isso a precisão é registada por lugar e não implícita no ponto. Uma cidade escavada pode ser conhecida com precisão de metros; um sítio arqueológico debatido é marcado como debatido; uma região não recebe um ponto falso. Nada é ajustado só para melhorar a exibição.

As coordenadas marcam o local exato onde ocorreu um evento?

Não. Uma coordenada coloca o assentamento antigo, geralmente o seu centro, e não a sala ou a beira da estrada onde ocorreu uma cena. Quando o texto localiza um evento apenas perto de um local – a estrada de Damasco é o caso mais claro – o mapa marca um ponto de abordagem e rotula-o como tal.

Posso transferir as coordenadas como dados?

Sim. O conjunto de dados de cronologia publica todos os lugares com as suas coordenadas, precisão e rótulos de confiança e pode ser reutilizado – inclusive comercialmente – com atribuição. Mantenha os rótulos ao copiá-lo; removê-los transforma uma reconstrução cuidadosa em falsa certeza. A página da licença regista os termos.

Bibliografia e fontes

  1. Reconstrução do projeto em 67 entradas, cruzando Atos e as cartas e identificando explicitamente as datas debatidas.
  2. Atos 7–28, BPT. Citações da Bíblia extraídas de a BÍBLIA para todos, Tradução Interconfessional. Copyright © 1993, 2009 Sociedade Bíblica de Portugal. Usado com permissão. As passagens aparecem aqui apenas por referência. Ver fonte
  3. Jerome Murphy-O’Connor, Paul: A Critical Life (Oxford University Press, 1996).
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